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Um alô a galera do Metal Clube pela entrevista... Muito legal




Gus Monsanto - Revolution Renaissance Imprimir E-mail


Por Ariane Ferreira


08 de maio de 2009



Gus Monsanto é mais um dos talentos nacionais que brilham em terras além mar. Com quase duas décadas de trabalho duro, Gus passou por bandas do Brasil, Estados Unidos e França de renome internacional e aos poucos foi conquistando seu lugar ao sol.

Hoje, ele carrega a responsabilidade de dar voz e vida às composições do aclamado Timo Tolkki em sua nova banda. O Revolution Renaissance é a nova empreitada deste cantor que é respeitado e admirado em todo o globo.

Aproveitando a passagem do músico pelo Brasil, o Metal Clube bateu um papo com o “escolhido” de Timo Tolkki. Falamos de sua carreira, cenários heavy, parcerias e claro de boa música. Confira!

divulgaçãoMetal Clube - Gus, primeiramente muito obrigado por se dispor a bater esse papo com o Metal Clube e seus leitores.

Gus Monsanto - É um grande prazer estar podendo falar com vocês, amigos e leitores do Metal Clube. Quem já conhece a banda, bom revê-los. Quem ainda não nos conhece, muito prazer.

Valeu pelo espaço!



Metal Clube - Vamos começar falando um pouco de sua carreira. Você começou cedo, aos 16 anos já tinha uma banda e aos 19 seu primeiro disco havia sido gravado. Qual o balanço que você faz de todos esses anos?

Gus Monsanto - Me espanta olhar para trás e saber que tanto tempo já se passou e tantos trabalhos foram realizados, cada um sendo um passo mais próximo para chegar ao trabalho que faço agora. Considero o "Age of Aquarius" o disco mais legal do qual já participei e é fruto desses anos de batalha e dedicação ao metal.

Metal Clube - Então, você pode concluir que este estágio, o que vive agora, é sim o mais importante de sua carreira e como você imagina que será o trabalho daqui pra frente?

Gus Monsanto – Sem dúvidas, ele é o mais importante. Conseguir estar numa banda do calibre musical do Revolution Renaissance, cujo direcionamento musical é exatamente onde me vejo dentro da música. Daqui para frente, espero ter uma continuidade desse trabalho e poder sempre estar fazendo música relevante, feita de coração

Metal Clube - Em 1997 você se uniu ao Overdose, uma das mais importantes bandas nacionais. Como foi a mudança de estilo, sua adaptação? Já que sua banda antecessora era de Hard Rock.

Gus Monsanto - É engraçado, porque eu fiz parte de outras bandas conhecidas como o Takara e como o Adagio, Além de tocar com Timo Tolkki, um dos maiores nomes da história do Heavy Metal, Mas tocar no Overdose foi efetivamente a única vez na minha carreira inteira, onde não pude acreditar estar tocando na banda. Eu tinha todos os discos do Overdose até então, considero uma banda muito importante na história do metal nacional. (pausa)

Foi uma honra fazer parte da banda por 2 anos, dividir o palco com bandas como Whitesnake, Megadeth e Queensrÿche e aprender tanto com eles. Vale lembrar que o guitarrista na época era o Jairo Guedez, que fez parte do Sepultura e The Mist, um grande músico.

Eu amo Hard Rock, mas nunca me limitei a ouvir só esse estilo, sempre curti coisas mais pesadas. A minha primeira banda “tava” super devagar nessa época e eu via que se eu não desse outro rumo para a minha careira, eu ia acabar parando junto à banda. Nós todos nos decepcionamos quando os resultados do nosso primeiro CD não foram os esperados.

Outra curiosidade, é que no Overdose, eu não era vocalista, fazia só backings, era o baixista da banda, o que me fez dedicar muito tempo, pois as músicas eram tecnicamente difíceis em um instrumento que não era o meu de origem. Tenho ótimas memórias da banda, de Belo Horizonte e muitos amigos até hoje por lá, tentando visitá-los sempre.

Metal Cube - E você gostou do ofício de baixista?

Gus Monsanto - Eu comecei tocando guitarra aos 10 anos de idade e sempre achei o baixo um instrumento fabuloso. Inclusive, posso dizer que tive a honra de tocar com o meu baixista predileto, Franck Hermanny, com quem trabalhei por 4 anos no Adagio e ainda trabalho esporadicamente.

Metal Clube - Toda experiência é importante, mas você acredita que o Overdose te preparou para o dia de hoje?

Gus Monsanto - Não que tenha me preparado, foi mais um degrau, uma etapa a ser passada.
Metal Clube – Depois disso, em 2001, você decidiu ir para os Estados Unidos, onde foi entregar o Monkey Bite e logo depois o Astra. Você pode dizer quais as principais diferenças enfrentadas pelas bandas nos EUA e no Brasil?

Gus Monsanto - Na verdade, o Monkey Bite foi a única banda que tive nos Estados Unidos. O Astra foi uma banda baseada em São Paulo.

2001 foi a pior época para eu ter ido para os Estados Unidos, com a coisa do 11 de setembro. Apesar disso, fizemos muitos shows, chegamos inclusive a abrir para o Ratt. Éramos um power trio, onde eu tocava baixo e cantava e pude trabalhar com um de meus músicos favoritos, Marc Ferreira, um grande guitarrista e vocalista, excelente compositor que hoje em dia brilha nas bandas Goodbye Thrill e Venturia.

Uma coisa legal nos Estados Unidos é que a maioria das casas e clubes de rock tem grandes profissionais especializados em áudio. Às vezes você viaja sem um “soundman” e o som acaba sendo bom. Isso seria impensável no Brasil. Isso é somente uma pequena amostra para ilustrar os universos diferentes.

divulgaçãoMetal Clube - Imagino que o 11 de setembro afastou as pessoas das ruas, das baladas, dos shows. Mas como é o público americano?

Gus Monsanto – É. (pausa) Legal, o rock é a música deles. Toquei nos Estados Unidos de novo em 2004, com o Adagio e em 2005. É sempre uma grande experiência.
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